terça-feira, 13/10/2026

Pinturas rupestres são pichadas e sítio arqueológico é vandalizado no interior da Bahia

Dois sítios arqueológicos registrados pelo Iphan foram alvo de vandalismo no povoado de Tatu, em Cocos, no oeste da Bahia. No local, fiscais encontraram pichações, rochas quebradas e escavação clandestina.

Sítios arqueológicos são vandalizados no oeste da Bahia

Dois sítios arqueológicos que guardam pinturas rupestres de civilizações pré-coloniais foram vandalizados no interior da Bahia.

Segundo o Grupo de Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco, os sítios ficam em uma propriedade rural no povoado de Tatu, na cidade de Cocos, no oeste baiano.

Locais são registrados pelo Iphan

A propriedade concentra dois sítios arqueológicos registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan): o Abrigo e a Gruta do Povoado do Tatu.

Durante a fiscalização, foram encontradas pichações, rabiscos, rochas quebradas e sinais de escavação clandestina nas áreas protegidas.

Escavação ilegal pode ter removido vestígios arqueológicos

De acordo com os fiscais, cerca de 15 centímetros de sedimentos foram retirados do local de forma irregular.

Esse material poderia conter vestígios arqueológicos importantes, como fragmentos de cerâmica, pedras lascadas ou até ossos ligados a possíveis enterramentos antigos.

Fiscalização também encontrou sinais de explosivos

Além dos danos às pinturas rupestres e às estruturas dos sítios, foram encontrados vestígios de extração de rochas calcárias com uso de explosivos na região.

Segundo o grupo de fiscalização, esse tipo de atividade pode destruir cavernas, grutas e paredes que preservam registros de culturas pré-coloniais.

Danos serão avaliados com apoio do Iphan

Os danos identificados nos sítios arqueológicos serão analisados em conjunto com o Iphan.

A intenção é buscar um acordo extrajudicial com os proprietários das terras onde os sítios estão localizados, para garantir a preservação das áreas e evitar novos prejuízos ao patrimônio histórico.

Especialistas apontam danos irreversíveis

Segundo especialistas, parte dos danos encontrados nos sítios arqueológicos é irreversível.

Apesar disso, ainda é possível adotar medidas mitigatórias para proteger o que restou dos registros e reduzir os impactos causados pela ação humana.

Proposta prevê pesquisa e conservação dos sítios

A proposta apresentada prevê a realização de prospecção arqueológica, além de pesquisa, conservação interventiva e sinalização dos sítios arqueológicos.

As medidas buscam organizar a proteção das áreas e orientar moradores, visitantes e proprietários sobre a importância da preservação.

Educação patrimonial deve ser implementada

Outra obrigação prevista é a implantação de um Programa Integrado de Educação Patrimonial.

O Iphan também propõe que seja realizado um programa de educação patrimonial na sede do município de Cocos e no povoado de Tatu, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância dos sítios arqueológicos e da preservação das pinturas rupestres.

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