terça-feira, 13/10/2026

Salvador aparece entre as capitais com pior qualidade de vida do Brasil, aponta estudo

Índice de Progresso Social de 2026 coloca Salvador como a 4ª capital brasileira com pior qualidade de vida. Levantamento avalia fatores como saúde, moradia, saneamento, segurança, educação e oportunidades.

Salvador está entre as capitais com pior qualidade de vida

Salvador aparece como a 4ª capital brasileira com pior qualidade de vida, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) de 2026, divulgado nesta quarta-feira (20) pelo IPS Brasil.

De acordo com o levantamento, a capital baiana registrou IPS médio geral de 62,18, resultado abaixo da média nacional, que ficou em 63,40.

Capital baiana ficou à frente de três cidades

No ranking das capitais com pior desempenho no indicador, Salvador ficou atrás apenas de Maceió (AL), Macapá (AP) e Porto Velho (RO).

Maceió registrou índice de 61,96, enquanto Macapá teve 59,65. Porto Velho apresentou o pior resultado entre as capitais, com 58,59.

Necessidades básicas puxaram resultado negativo

O pior desempenho de Salvador foi registrado no grupo relacionado às necessidades básicas dos moradores.

Nesse eixo, o estudo analisou fatores como nutrição, cuidados médicos, saneamento, moradia e segurança pessoal.

O resultado indica dificuldades estruturais em áreas essenciais para a qualidade de vida da população.

Curitiba lidera entre as capitais brasileiras

Na outra ponta do levantamento, Curitiba (PR) aparece como a capital brasileira com melhor desempenho no Índice de Progresso Social, com 71,29.

Em seguida, aparecem Brasília (DF), com 70,23, São Paulo (SP), com 70,64, Campo Grande (MS), com 69,77, e Belo Horizonte (MG), com 69,66.

Capitais ainda enfrentam problemas de inclusão social

Apesar dos melhores resultados em algumas capitais, o estudo aponta que todas ainda enfrentam dificuldades no componente de inclusão social.

Segundo Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil, os problemas envolvem violência contra minorias, famílias em situação de rua e baixa paridade de gênero e raça nas câmaras municipais.

“Apesar do bom desempenho das capitais, todas apresentam sérias dificuldades no componente de inclusão social, com altos índices de violência contra minorias, famílias em situação de rua e baixa paridade de gênero e raça nas câmaras municipais”, afirmou Melissa Wilm.

O que o Índice de Progresso Social avalia

O IPS é formado por 57 indicadores, organizados em três grandes grupos: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades.

Esses dados são usados para medir a qualidade de vida da população nos municípios brasileiros, sem considerar apenas indicadores econômicos.

Necessidades humanas básicas analisam serviços essenciais

O grupo de Necessidades Humanas Básicas avalia se a população tem acesso a itens e serviços fundamentais.

Entre os pontos observados estão alimentação, saúde, moradia e segurança.

Bem-estar considera educação, saúde e meio ambiente

O eixo de Fundamentos do Bem-Estar analisa fatores ligados ao acesso à educação básica, vida saudável e contato com a natureza.

Esses indicadores ajudam a medir as condições que influenciam diretamente o desenvolvimento social e a qualidade de vida.

Oportunidades medem direitos e acesso ao ensino superior

Já o grupo de Oportunidades considera dados relacionados a direitos individuais e acesso ao ensino superior.

Esse eixo busca identificar as chances que a população tem de ampliar sua participação social, educacional e econômica.

Estudo avalia todos os municípios brasileiros

O levantamento cruzou os 57 indicadores para calcular o IPS dos 5.570 municípios brasileiros.

O estudo é produzido pelo Instituto IPS, Social Progress Imperative, Imazon, Amazônia 2030, Fundación Avina e Centro de Empreendedorismo da Amazônia.

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